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Agosto 27, 2019Em novembro de 2004 World of Warcraft chegava às lojas americanas (na europa apenas em fevereiro do ano seguinte) e as expetativas estavam muito altas. Em primeiro lugar porque a série de estratégia em tempo real Warcraft estava bem consolidada numa trilogia, em segundo porque a Blizzard já gozava de uma reputação inabalada na indústria. O início dos anos 2000 foi um período muito profícuo no que diz respeito ao género MMO (Massive Multiplayer Online) e o negócio em torno da cobrança de mensalidades aos jogadores estava ao rubro.
World of Warcraft apresentou o mundo de Azeroth completamente explorável pelos jogadores, na pele de diversas raças, num conflito eterno entre a Alliance e a Horde. Ao fim de 15 anos, e ainda que longe dos resultados da sua época dourada, o MMO da Blizzard é um dos poucos jogos que sobrevive a vender mensalidades, mantendo-se firme tendo em conta que muitos outros títulos ou foram logo concebidos com o modelo de negócio free-to-play, suportado por microtransações ou tiveram de ser transformados.
[photo-gallery id=”171156″ thumbnails=”171157,171158,171159,171160,171161,171162,171163,171164,171165″ layout=”linear”/]Em 15 anos muita coisa mudou no jogo online, e cada patch e expansão foram adicionando conteúdos, transformações na jogabilidade, nas regras, localizações e claro no crescimento do gigantesco mapa de Azeroth. Porém, sempre um houve um grupo de jogadores resistentes à versão original de WoW, aquilo que se costuma chamar de vanilla, ou seja, o jogo antes de receber a primeira expansão.
Para manter essa experiência, os fãs utilizavam servidores privados, e claro ilegais tendo em conta que não eram operados pela Blizzard, sendo perseguidos e fechados. Mas a onda de interessados em jogar essa versão original cresceu, e numa época em que World of Warcraft não tem a mesma reputação de antigamente, fruto dos tempos de mudança e de novos géneros que capitalizam as atenções, a produtora de Irvine acedeu e nos últimos anos prometeu um servidor oficial para a versão vanilla, o batizado WoW Classic que a partir de hoje (re)abriu portas.
O jogo é gratuito para quem tem uma conta ativa no jogo, mas será acedido com um cliente à parte, o que significa que tudo o que conquistarem na versão atual, Battle For Azeroth, não pode ser levado para o Classic, e vice-versa, sejam personagens, gold ou montadas, por exemplo. Os jogadores irão aceder a uma recriação fidedigna do jogo original, incluindo as mecânicas de combate, os modelos das personagens, habilidades, etc. Mas o mesmo para as famosas raids de 40 jogadores, onde um erro de apenas um dita a morte de todos os aventureiros contra os gigantescos bosses.
Felizmente a versão Classic vai contar com a compatibilidade dos add-ons atuais, que são preciosos em muitas das atividades dos jogadores no jogo. Trata-se de pequenos widgets que os jogadores podem utilizar que auxiliam o combate, os inventários, as coleções, etc.
De notar que o WoW Classic tem servidores limitados, e ao que parece muitos jogadores interessados no pedaço de nostalgia, demorando mais de 30 minutos para entrar em filas que ultrapassaram os 10 mil jogadores. E não foi falta de aviso para a Blizzard (a campanha de pré-registo do nick foi igualmente caótico), que desde sempre, a cada nova expansão ou jogo com componente online que os primeiros dias são caóticos para conseguir entrar nos servidores, e aqueles que conseguem, têm de lidar com altas latências. A Blizzard prefere manter a rédea curta e esperar que nestas semanas as comunidades se afirmem, e que os jogadores que apareçam apenas para experimentar, voltem a sair.
Problemas à parte, de forma a comemorar por um lado o lançamento do WoW Classic, por outro antecipar o aniversário de World of Warcraft, a Blizzard lançou uma edição de colecionador única, com uma estátua do Ragnaros de 10 polegadas, um dos grandes vilões de Azeroth, entre outros “miminhos” físicos e digitais, por um valor de cerca de 100 dólares, incluindo tempo de jogo para 30 dias.
