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Março 14, 2020Depois da From Software ter apresentado ao mundo a série Dark Souls, um conceito de RPG de ação focado nos skills do jogador, pautado por uma dificuldade muito elevada, outros estúdios foram inspirados a criar experiências semelhantes. A sua dificuldade tornou-se numa espécie de paródia na comunidade gamer, onde se distingue os jogadores realmente bons, entre aqueles que acabam “com uma perna às costas” e aqueles que desistem no primeiro boss.
Já a Team Ninja, bem antes do fenómeno de Dark Souls, já aterrorizava os jogadores com a sua série Ninja Gaiden, igualmente frustrante, mas com uma qualidade impressionante. E Nioh é a fusão de dois mundos, mantendo o foco naquilo que o estúdio nipónico sabe fazer tão bem: reproduzir as artes marciais para os videojogos, enquanto explora uma boa história.
[photo-gallery id=”192518″ thumbnails=”192519,192520,192521,192522,192523,192524,192525,192526,192527,192528,192529,192530,192531,192532,192533,192534,192535,192536,192537,192538,192539″ layout=”linear”/]A sequela de Nioh chegou esta sexta às lojas e mantém a fórmula do primeiro capítulo. Se no primeiro jogo o protagonista inspirava-se no navegador inglês, William Adams, que naufragou na costa do Japão, acabando por abraçar a cultura oriental e tornar-se num dos poucos samurais ocidentais; o segundo título serve de prequela, algures nos anos 1500 e pretende explorar a mitologia e folclore nipónico, nomeadamente os demónios yokai.
Nesse sentido, o estúdio optou por uma história mais desconexa, incentivando o jogador a criar a sua própria personagem no poderoso editor disponível, incluindo a escolha do sexo da mesma. A aventura apresenta-se num mapa com diversas missões para concluir, sejam elas principais ou secundárias. Os cenários são labirínticos e repletos de criaturas demoníacas para enfrentar, assim como soldados armados até aos dentes.
O principal foco são os combates, e o jogo dá a liberdade dos jogadores optarem pelo género de arma que mais se adeque, sejam espadas, lanças, chicotes ou machados, cada uma com a sua árvore de habilidades individual. Isto significa que os jogadores podem construir uma personagem única, não só em termos cosméticos, mas de build de combate.
Tal como o primeiro capítulo, o encontro comos bosses continua a ser um dos momentos altos da aventura. Cada um promete horas para aprender os seus movimentos, transformações, até finalmente derrotar. Como novidade a personagem é um híbrido de humano e yokai, o que significa que também se consegue transformar numa das aberrações que combate. Os monstros largam gemas que podem ser equipadas, cada uma com habilidades distintas relacionadas com a respetiva criatura.
