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Abril 4, 2025“Em 1975, Paul Allen e eu criamos a Microsoft porque acreditávamos na nossa visão de um computador em cada secretária e em cada casa”, conta Bill Gates numa publicação no seu website que assinala o 50º aníversário da tecnológica.
“Parece que ainda ontem eu e o Paul estávamos debruçados sobre o PDP-10 no laboratório de computadores em Harvard a escrever o código que se tornaria o primeiro produto da nossa empresa”, recorda o responsável que, até o ano de 2000, esteve aos comandos da Microsoft e que hoje é conselheiro de Satya Nadella, atual CEO.
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“Embora esteja entusiasmado para celebrar o aniversário, sinto que alcançar este marco é algo agridoce”, admite Bill Gates. “Sempre gostei de refletir acerca da história da Microsoft e de sonhar sobre o seu futuro. Mas é também difícil de acreditar que uma parte tão importante da minha vida existe há meio século!”, afirma.
Muito antes do Windows, o primeiro produto a ser lançado pela Microsoft foi uma versão da linguagem de programação BASIC para o computador Altair 8800. “É incrível pensar como este pedaço de código levou a meio século de inovação na Microsoft”, realça Bill Gates.
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Em 1981 surgia o MS-DOS, que se viria a tornar numa das pedras importantes do castelo da Microsoft, sendo o sistema operativo do primeiro computador pessoal da IBM.

O primeiro computador pessoal da IBM chegou com a versão 1.0 do MS-DOScréditos: Microsoft
Três anos depois, a empresa anunciava o Windows, que só viria a chegar oficialmente em 1985, substituindo os comandos do MS-DOS por uma interface gráfica com “janelas” que podia ser controlada com o rato, algo que viria também a popularizar o uso deste periférico.
O Windows 95, lançado a 24 de agosto de 1995, ficou na história como uma das versões mais emblemáticas do sistema operativo da Microsoft, mas não foi a única. O Windows XP, considerado por muitos como uma das melhores versões, chegou em outubro de 2001.

Bill Gates apresenta o Windows 95 a 24 de agosto de 1995créditos: Microsoft
No entanto, nem todas as versões do Windows se tornaram populares pelos melhores motivos. Veja-se o caso do Windows Vista, em 2007, que com grandes promessas e muitos bugs pelo caminho, e do Windows 8 que ambicionava agradar a gregos e a troianos, mas cuja mudança radical na interface acabou por gerar mais polémica do que fãs.
O Windows 11, fez a sua estreia em 2021, com a Microsoft a prometer um “rejuvenescimento visual arrebatador” do sistema operativo, que se traduziu numa versão mais moderna e “fresca”, com novidades feitas para apelar aos utilizadores mais profissionais, como a quem procura soluções de produtividade e até aos gamers.
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Entre sucessos e falhanços no software e hardware
Além do foco da Microsoft no seu sistema operativo, há muito mais vida para lá do Windows. Ao longo do tempo, a tecnológica também se dedicou ao desenvolvimento de várias soluções de software: do Microsoft Office ao Visual Studio para programadores, este caminho também passou pela aposta na web com o Internet Explorer e, anos mais tarde, com o motor de busca Bing.
Em 2015, a Internet Explorer começou entrar na “reforma”, com a Microsoft a lançar mais tarde a primeira versão do Edge para competir com o Google Chrome. Porém, nem tudo correu como planeado e, em 2018, a empresa admitiu o fracasso e decidiu focar-se na produção do “irmão” do Chrome como browser nativo do Windows 10. O novo e melhorado Edge surgiu em 2020.
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“Saltando” para o mundo do hardware, a Xbox, lançada no viragem do milénio, foi uma das apostas que vingou e que, hoje, continua a dar frutos do mercado de gaming. Por outro lado, apostas como o Zune, a linha de leitores multimédia feita para fazer frente ao iPod, ou o Windows Phone, com o negócio falhado com a Nokia, não conseguiram alcançar o mesmo sucesso.
Inicialmente, o Surface, lançado em 2012 como um “iPad Killer”, levantou mais dúvidas do que certezas quanto às ambições da Microsoft no hardware. Mas, em 2019, a empresa levou o portfólio Surface mais além com novos modelos, numa gama que, hoje, continua a ser atualizada, agora impulsionada pela explosão em popularidade da Inteligência Artificial.
Na era da IA e de olhos postos no futuro quântico
Com a OpenAI a destacar-se no palco da inovação em IA, em 2019, a Microsoft fez o seu primeiro investimento de mil milhões de dólares na empresa liderada por Sam Altman, Mais tarde, em 2023, a parceria foi reforçada com outro investimento de 10 mil milhões de euros, mas também com a integração do ChatGPT em várias ferramentas para empresas.
A primeira resposta ao ChatGPT, e à crescente “corrida” aos chatbots com IA, surgiu nesse ano, com uma reinvenção do Bing e do Edge, que ganharam funcionalidades inteligentes e com as primeiras versões do Copilot, para o Microsoft 365, o antigo Office, e para profissionais de segurança.
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O Windows 11 também ganhou o seu “copiloto” e, em novembro desse ano, a Microsoft decidiu unificar a sua aposta na IA sobre o nome Copilot, investindo também no hardware com os seus primeiros chips dedicados à tecnologia. Com a introdução do Copilot+PC, os computadores da tecnológica ganharam ainda mais inteligência, mas esta renovação do Windows também se fez pela parceria com outras fabricantes na área da computação.
De olhos postos no futuro, a Microsoft apresentou este ano o Majorana 1, o seu primeiro chip quântico. Na visão da gigante tecnológica, o chip vai ajudar na construção de computadores quânticos em anos, diminuindo as previsões de décadas como era apontado até aqui.
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“As inovações que estamos a desenvolver hoje vão definir as próximas cinco décadas”, realça a Microsoft na sua mensagem de aniversário. Mas o foco promete manter-se o mesmo: “traduzir a inovação em valor duradouro”.
