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Novembro 20, 2024Tal como planeado, eram 22h00 em Lisboa quando o sexto voo de teste do sistema Starship arrancou de Boca Chica, no Texas, marcando mais um passo no desenvolvimento da tecnologia espacial de reutilização total da SpaceX. Entre a assistência estavam duas presenças especiais: o CEO, Elon Musk, e o presidente eleito dos EUA, Donald Trump.
Todos os 33 motores Raptor do Super Heavy funcionaram como esperado, garantindo uma separação bem-sucedida entre o propulsor e a cápsula, relatou a SpaceX. Durante a tentativa de retorno do Super Heavy à plataforma de lançamento, verificações automatizadas no hardware da torre de lançamento levaram a abortar a captura planeada de recuperação, ao contrário do que tinha acontecido no quinto lançamento.
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[photo-gallery id=”402287″ thumbnails=”402302,402295,402303,402296,402297,402298,402299,402300,402301,402288,402289,402290,402291,402292,402293,402294″ layout=”linear”/]Desta vez, o foguetão seguiu para uma manobra de desvio pré-programada, terminando com um pouso suave nas águas do Golfo do México. Os engenheiros da empresa já tinham avisado que a façanha só seria repetida se os sistemas estiverem em perfeito estado (e o diretor de voo autorizasse a manobra). Caso contrário, o propulsor realizaria um pouso controlado no Golfo do México.
Nas imagens transmitidas em direto observou-se como o propulsor caía lentamente no oceano, provocando uma nuvem de fumo ao atingir a água. Veja o vídeo
Por sua vez, a Starship manteve-se na trajetória prevista, com a bem-sucedida reativação de um único motor Raptor no espaço, um teste crucial para futuras missões orbitais. Desta vez, a SpaceX testou um único motor Raptor para a reentrada, ao invés de três, e utilizou uma nova proteção térmica. O ângulo de ataque da nave também foi ajustado, submetendo os flaps a maior stress para recolher dados sobre futuros perfis de pouso.
Após reentrar na atmosfera e realizar uma manobra de flip, a nave pousou de forma controlada no Oceano Índico, transmitindo dados e imagens através da rede Starlink.
“Este voo permitiu testar inovações no escudo térmico e recolher dados sobre a navegação a ângulos mais agressivos. Estes resultados são fundamentais para tornar o sistema Starship mais fiável, aproximando a SpaceX do objetivo de reutilização total e rápida”, escreveu a SpaceX.
Este lançamento segue o sucesso do voo IFT-5, realizado em outubro, que marcou a primeira vez que o propulsor Super Heavy, que pesa cerca de 5.000 toneladas, conseguiu regressar à plataforma de lançamento, sendo capturado pelos braços da torre de lançamento e recuperação, conhecidos como “chopsticks” – “pauzinhos”, traduzindo o termo para português.
A operação representou um marco na engenharia espacial, além de ter resultado em imagens impressionantes.
Veja o vídeo do momento da recuperação
