Randy Xu: “Não acho que a IA possa substituir tudo aquilo que temos, mas sim melhorar a experiência atual”
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Março 14, 2025O recurso aos drones tornou-se uma arma central na guerra da Ucrânia, de acordo com dois relatórios recentes, onde também se destaca a importância do uso da inteligência artificial (IA) na redefinição da estratégia de combate.
Desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, terão morrido mais de 12 mil pessoas e ficado feridas acima de 28 mil. Além disso, 10,6 milhões abandonaram as suas casas. A observação sempre atenta dos satélites testemunhou a expansão do conflito com a Rússia ao longo dos últimos três anos.
Veja na galeria alguma das imagens de satélite
[photo-gallery id=”289636″ thumbnails=”386915,386916,386917,386918,386919,369384,369385,369386,369387,369388,354269,354270,354271,354272,354273,353048,353049,353050,347410,347411,347412,347413,347414,347415,347416,347417,347246,347247,347248,347249,347250,347251,347252,347253,340936,340937,340938,340939,340940,339038,339039,339040,339041,339042,339043,337018,337019,337020,337021,337022,337023,337024,337025,337026,337027,333800,333801,333802,333803,333804,333805,333806,333807,333808,333809,333810,333811,333812,333813,333794,333795,333796,333797,333798,332330,332331,332332,332333,332334,332335,332336,332337,332338,332339,332340,331329,331332,331331,331333,325397,325400,325398,325399,325401,325402,320878,320879,320880,320881,312604,312605,312606,312607,312608,312609,312610,312611,305491,305492,305493,305494,305495,305496,305497,305498,305499,296562,296563,296564,296565,296566,296567,296568,295285,295286,295287,295288,295289,295290,295291,295292,295293,295294,294529,294530,294531,294532,294533,294534,294535,294536,294537,294527,294528,293524,293525,293533,293532,293534,293526,293527,293528,293529,293530,293531,292693,292694,292695,292696,292697,292698,292699,292700,292701,292702,292703,292704,292705,292706,291732,291733,291734,291739,291735,291736,291737,291740,291741,291742,291743,291744,291745,291746,291747,291748,291749,291750,291751,291752,291753,291754,290294,290295,290296,290297,290298,290299,290300,290301,290302,290303,290304,290013,290014,290015,290016,290017,290018,290019,290020,290021,289658,289659,289660,289637,289638,289639,289640,289641,289642,289643,289644,289645,289646,289647,289648,289649,289650,289651,289652,289653,289654,289655,289656,289663,289664,289665,289666,289667,289668,289669,289670,289671,289672″ layout=”linear”/]Operando em distâncias relativamente curtas, os chamados drones táticos são atulamente responsáveis por cerca de 60 a 70% dos danos e destruição dos sistemas russos, aponta o Royal United Services Institute (RUSI), no Reino Unido. Muitos deles estão agora equipados com IA, permitindo que sigam alvos mesmo que o controlo remoto seja interrompido, revela por sua vez o estudo do Center for Strategic and International Studies (CSIS), nos EUA.
Esta autonomia aumenta significativamente a precisão: drones guiados manualmente têm uma taxa de sucesso de 10 a 20%, enquanto os que usam IA alcançam valores entre 70 a 80%. Isto significa que um ou dois drones podem substituir a eficácia de oito ou nove dos “anteriores”.
A Ucrânia também está a ampliar o uso de sistemas autónomos em terra e no mar, nota o CSIS no seu relatório. No final de 2022, o país realizou a primeira operação totalmente autónoma, em que veículos robóticos dispararam armas e limparam minas.
Estará igualmente a adotar armas “definidas por software”, que podem ser facilmente atualizadas para realizar tarefas como reconhecimento de alvos, usando módulos pequenos e versáteis.
[related-post id=”409952″ post_type=”post” /]Apesar destas inovações, os drones enfrentam limitações significativas: 60 a 80% das unidades de ataque falham os alvos devido a interferências ou dificuldades de navegação, especialmente em missões remotas.
Ainda assim, desempenham um papel crucial no apoio a outras armas, como a artilharia. Um drone pode desativar um veículo inimigo, permitindo que outros armamentos eliminem a infantaria. No entanto, as operações com drones muitas vezes requerem uma preparação meticulosa e podem ser demoradas.
A introdução da IA também não eliminou a necessidade de intervenção humana. Os operadores ucranianos mantêm a capacidade de anular funções autónomas, especialmente em sistemas terrestres, que enfrentam desafios mais complexos do que os aéreos. Além disso, a escassez de artilharia e recursos obriga os soldados a recorrerem a métodos tradicionais, como escavar trincheiras manualmente, menciona o The Economist, que teve acesso aos estudos.
