Beyond é o primeiro headset VR da Bigscreen e quer ser o mais pequeno e leve do mercado
Fevereiro 14, 2023Google vai alargar estratégia de combate às fake news online na Europa
Fevereiro 14, 2023As anteriores imagens de satélite demonstram os elevados estragos causados pelos terramotos na Turquia e Síria. Os especialistas apontam este como um dos piores terramotos no último século, que já matou dezenas de milhares de pessoas e muitas outras ficaram gravemente feridas. As forças de emergência continuam os trabalhos de resgate, procurando salvar vidas e os satélites têm sido uma ferramenta preciosa, sempre ligados às operações no terreno.
Como explica a ESA, os cientistas começaram a analisar os movimentos das placas do terreno, listando os riscos que as autoridades podem utilizar não apenas para recuperação, mas na futura reconstrução das cidades. E a investigação a longo termo vai permitir desenvolver estruturas que resistam a estes eventos catastróficos.
Veja na galeria como as imagens de satélite estão a ajudar as forças de socorro na Turquia e Síria:
[photo-gallery id=”333392″ thumbnails=”333704,333705,333706,333707,333708,333709,333710,333403,333404,333405,333406,333407,333408,333409,333410,333411,333393,333394,333395,333396,333397,333398,333399″ layout=”linear”/]De recordar que terramoto inicial teve origem numa falha 18 quilómetros abaixo da superfície, criando um abalo violento que afetou áreas de centenas de quilómetros do seu epicentro. E depois do primeiro terramoto, houve uma réplica cerca de 9 horas depois, com uma magnitude de 7.5 na escala de Richter. A última contagem foi de 33 mil vítimas mortais, com o número a continuar a subir à medida que as forças de salvamento continuam a revirar os escombros à procura de sobreviventes.
A ESA explica que ao combinar os dados das observações da Terra de diferentes agências espaciais, é possível criar uma grelha (Charter) com as zonas afetadas, definindo dessa forma a extensão do desastre, suportando as equipas no terreno nos seus esforços de salvamento. As imagens mostram mais de 350 imagens deste caso crítico, entregues por 17 agências espalhadas pelo mundo. A partir destas criam-se mapas de situação e dos danos causados, ajudando a estimar o impacto do perigo nas diferentes zonas.
Os mapas criados com as imagens de satélite tornam-se vitais para ajudar as forças de intervenção a orientarem-se pelos destroços, identificar as estradas que podem usar ou quais as pontes a evitar por risco de colapso. Além disso, ajudam a identificar os edifícios destruídos em áreas remotas, mais difíceis de fazer chegar ajuda.
O satélite de mapeamento de emergência do Copernicus (CEMS) foi também ativado para ajudar nos esforços de salvamento. Neste caso, a ESA diz que os mapas dos estragos mostram a extensão geográfica das áreas danificadas, com imagens óticas de alta resolução, cobrindo uma área de 664 quilómetros quadrados. Mas afirma que a missão foi desafiante devido à cobertura das nuvens na região, durante horas e dias depois da ativação do satélite.
Mas o Copernicus Sentinel-1 tem um instrumento de radar que pode analisar o terreno e “ver” através das nuvens, seja de dia ou de noite. Os cientistas utilizam uma técnica chamada “interferometry” que compara os dados antes e depois do terremoto ocorrer, verificando dessa forma as mudanças no terreno. Este mapa com padrões coloridos ajudam os especialistas a quantificar o deslocamento do terreno. Neste caso, foram utilizadas imagens do dia 28 de janeiro e do dia 9 de fevereiro, mostrando a grande deformação entre as regiões de Maras e Antakya, na Turquia.

Créditos: ESA
