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Agosto 26, 2024A iFixit fez os habituais testes para avaliar a capacidade de reparação do novo anel inteligente da Samsung, o Galaxy Ring. E chegou a uma conclusão: o wearable não tem reparação. Se a bateria avariar, a sua substituição destrói por completo o anel inteligente, refere a especialista em reparações no seu blog. Refere que tal como os AirPods ou Buds3, as baterias de ião lítio impedem a sua substituição.
Apesar de não se conseguir quantificar qual o tempo de vida de uma bateria ião lítio, a composição química utilizada dura, de forma geral, pelo menos 400 ciclos de vida, ou seja, uma carga completa de uma bateria completamente “seca” de energia. Ao fim de 400 carregamentos a bateria vai perder autonomia, diminuindo a sua capacidade de manter carga.
Se a matemática for infalível, é possível que tenha a bateria “viciada” ou mesmo avariada dentro da garantia do Galaxy Ring e tudo dependerá da política de substituições aplicada. No caso da Oura, o anel inteligente exclui a bateria das suas garantias, diz a especialista. Porque do lado das reparações, a iFixit mandou a toalha ao chão, referindo que é impossível retirar a bateria sem destruir o anel no processo.
Veja na galeria imagens do Samsung Galaxy Ring desmanchado pela iFixit:
[photo-gallery id=”394429″ thumbnails=”394430,394431,394432,394433,394434,394435,394436,394437″ layout=”linear”/]Antes de proceder à desmontagem, ou melhor, a sua destruição, a iFixit captou imagens tomográficas com a ajuda da tecnologia da Lumafield. O sistema faz uma radiografia ao anel, captando várias imagens e depois monta-as numa perspetiva 3D.
O scanner mostrou que o anel tem uma bobine de indução no topo da bateria e uma segunda bobine paralela e separada da primeira. O carregamento por indução é a única forma de alimentar o anel, uma vez que este não tem qualquer conector. O grande problema deste design é a presença de um conetor de pressão que junta a bateria ao resto da placa.
Apesar de serem mais fáceis de desmontar, quando comparado com as soldas dos fios da bateria dos restantes equipamentos, o presente no anel está selado dentro do wearable e não serve para facilitar a substituição da bateria.
Veja na galeria imagens do Galaxy Ring Samsung:
[photo-gallery id=”377308″ thumbnails=”379242,379243,379244,379245,379246,379247,377309,377310,377311,377312″ layout=”linear”/]Quando começou mesmo o processo de desmontagem do anel, a primeira coisa a fazer é remover a proteção de resina e plástico dentro do anel e para isso teve de ser derretido e raspado. Por baixo estava então a bateria e a bobine de indução. A bateria, segundo informações da Samsung tem 19,5 mAh. Já os componentes eletrónicos não haviam muito a assinalar, incluindo os LEDs vermelhos e verdes para medir os níveis de oxigénio no sangue.
Na conclusão, a iFixit diz que o Samsung Galaxy Ring é o um wearable descartável, que não foi desenhado para durar mais que dois anos.
