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Outubro 16, 2017Huawei Mate 10 também quer ser o escritório móvel (mas usando só um cabo)
Outubro 16, 2017“Nos últimos 10 anos o crescimento dos smartphones tem sido impressionante”, afirmou Richard Yu, CEO da Huawei Consumer Business Group na abertura da conferência de imprensa em Munique, onde a empresa mostrou os novos topo de gama.
A mudança de hábitos está também na forma de utilização, com mais exigência, com ecrãs maiores, maior performance e melhor câmara. E para a Huawei a resposta passa pelo Mate 10 e pelas várias versões do smartphone que é o primeiro a integrar o processador Kirin 970, mas que também inova na integração de suporte de redes LTE de categoria 18 e mantém a aposta no dual SIM, garantindo suporte a 2G/3G e 4G. E o design é digno de nota, sobretudo pela capacidade de “condensação” do tamanho de 6 polegadas num tamanho perfeitamente gerível, a utilização do vidro 3D curvado nos cantos que lhe dá um aspecto elegantes, mas também pela manutenção do sensor de impressão digital na parte traseira, o que é uma vantagem face ao Huawei P10.
Com duas versões, o Mate 10 e o Mate 10 Pro, os novos smartphones vão chegar ao mercado com preços a partir de 699 euros na Europa e 799 euros, o valor previsto para a versão Pro. Os novos smartphones ficam disponíveis já no próximo mês numa lista de países onde não se inclui Portugal, mas a Huawei Portugal já confirmou que por terras lusas só vai estar à venda o modelo Pro, que vai custar 879 euros e começa a ser vendido a partir de 23 de novembro. A campanha de pré encomendas começa já no dia 23 de outubro e nesta fase os consumidores têm acesso a uma oferta da capa da Moleskine. Ficará ainda disponível o Huawei Lite, que ainda não tem preço definido.
À semelhança do que já aconteceu com o Mate 9, a Huawei manteve a parceria com a Porsche e tem um Mate 10 Porsche Design, que vai custar mais 1.395 euros, na Europa, mas que não vai chegar a Portugal. Os responsáveis da Porsche Design subiram ao palco para dizer que esta é uma parceria de sucesso e que as edições especiais do Mate 9 esgotaram, embora ninguém referisse números de vendas nem de produção.
Entre as novidades que a Huawei tem na manga, pode contar com uma câmara de 360 graus, a EnVizion 360, e uma novidade para os profissionais: em vez de uma base para ligar ao PC, a Huawei quer que os utilizadores usem apenas um cabo, mas que façam a ligação imediata ao ecrã externo, e que usem o próprio smartphone como touchpad para gerir as aplicações.
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Por dentro dos novos smartphones está o novo processador com inteligência artificial, o Kirin 970 que Richard Yu já tinha mostrado na IFA e que traz como principal novidade a integração no SOC de um NPU, uma unidade de processamento neuronal dedicada que adiciona funcionalidades de inteligência artificial, garantindo maior capacidade de processamento e menor consumo.
Mate 10 vezes três, incluindo o Porsche Design
À semelhança do que tem feito noutros modelos anteriores, a Huawei aposta também em várias versões do Mate 10, com o Mate 10 Pro e o Mate 10 Porsche Design a assumirem-se como os topo de gama.
O Mate 10 Pro é o modelo que vai estar à venda em Portugal e tem um ecrã de 6 polegadas com um ration 18:9 mas não com qualidade 4K, já que como Richard Yu explica, nesta dimensão de ecrã o olho humano não reconhece a diferença, e 2K é suficiente para uma boa qualidade de imagem, sem penalizar demais a duração da bateria.
Mas para o formato compacto que a Huawei garantiu também houve perdas, e uma delas é o tradicional jack de 3,5 mm para os auriculares, que outras marcas já abandonaram, substituído pela ligação através do USB-C. A outra é o suporte para cartões microSD porque a bandeja de cartões permite a instalação de dois cartões DIM, mas não do cartão de memória, ao contrário do que acontecia com o Mate 9.
Na versão Mate 10 “normal”, que não vai estar à venda em Portugal, o ecrã é de 5,9 polegadas, com um rácio de 16:9 e também qualidade de imagem 2K.
Durante a apresentação foi claro que a comparação com o iPhone é ainda obrigatória para quem procura desafiar os lugares de topo e por isso as comparações fazem-se na dimensão do ecrã e no ratio de ocupação da moldura, mas também na bateria. E Richard Yu reconhece que o iPhone X é impressionante mas garante que o Mate 10 também consegue 81,79% de ocupação do ecrã, e por isso gastou uma boa parte do seu tempo a mostrar as medidas de todos os espaços ocupados pela moldura (o Bezel) e a redução do espaço necessário para a leitura da impressão digital, que garante ser ainda necessária e mais rápida do que qualquer Face ID.
O potencial do processador, com 25 vezes maior performance e 50 vezes maior eficiência, o que resulta em maior velocidade em algumas tarefas, como o reconhecimento de imagens, esteve igualmente em destaque. Para isso o CEO da área de mobile da Huawei voltou a mostrar o comparativo onde o Mate 10 consegue ser 20 vezes mais rápido no reconhecimento de imagens do que a concorrência (leia-se Samsung S8 e iPhone 8).
A nível de rede a ligação LTE categoria 16 permite explorar as novas potencialidades do 4,5 G e o TEK já tinha tido oportunidade de ver o desempenho numa demonstração feita pela Vodafone, com velocidades a chegar aos 900 Mbps.
Entre os elementos que a Huawei já toma como evolução e não revolução estão a bateria e a câmara. A bateria continua a ser um dos elementos relevantes para os consumidores e a empresa garante que o Mate 10 dura mais 30% do tempo que o Mate 9, com uma bateria de alta densidade de 4.000 mAh, mantendo também a aposta no carregamento rápido com o Superfast charging, mas de forma segura com a certificação da TUV.
A câmara desenvolvida com a Leica já passou a ser o “novo normal”, mas o Mate 10 tem alguns segredos para contar, com uma abertura f/1.6, com o reforço da qualidade em luz reduzida e a continuidade na aposta das imagens a preto e branco.
Do lado da inteligência o novo processador é especialista em reconhecer imagens imagens e já “aprendeu” mais de 100 milhões de imagens que ajudam a “afinar” os settings da câmara de forma automática para garantir o melhor resultado para os diferentes ambientes, consoante se fotografam flores ou comida. Sempre que o sensor reconhece um determinado tipo de foto aparece um ícone no canto inferir esquerdo do tipo de imagem a “ajustar”, tudo sem ser necessário estar ligado à Internet.
As pré-reservas decorrem entre 23 outubro e 22 novembro, com a chegada ao mercado prevista para 23 de novembro. Em Portugal vão estar à venda apenas as versões Mate Pro e Lite.
Nota de Redação: A notícia foi atualizada com mais informação.
O TEK viajou para Munique a convite da Huawei.
