Estratégia Nacional de Segurança do Ciberespaço quer reforçar resiliência do espaço digital
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Junho 7, 2019Os resultados foram revelados ontem, na conferência Beyond the Future, e revelam comportamentos e experiência no digital, de empresas e utilizadores particulares. A dependência dos smartphones, assumida por 28% dos inquiridos, é uma das mais preocupantes, sobretudo entre os mais novos que utilizam os equipamentos desde que acordam até irem dormir.
Segundo a informação divulgada, 86% usam regularmente smartphones ou tablets na rua, na casa de banho e também enquanto veem televisão, e cerca de um terço confirmam efeitos adversos qualidade do sono.
“Este estudo mostra-nos que a maioria dos portugueses já adotou um estilo de vida digital, utiliza intensivamente dispositivos móveis e procura incessantemente conteúdos online, particularmente através das redes sociais, mas também já com interesse no comércio eletrónico”, afirma Bruno Padinha, EY Advisory Leader.
Globalmente a visão sobre o impacto do digital é positiva, isto apesar de 65% considerarem que o assédio e o trolling online (cyberbullying) apresentam níveis preocupantes, indiciando um elevado número de experiências online negativas, refere a EY. Em comunicado a empresa indica que os os consumidores portugueses pedem um Estado mais interventivo face às avaliações negativas das medidas de proteção existentes, uma questão apontada maioritariamente pelos jovens e mulheres. “63% dos consumidores preocupa-se com a sua privacidade, com 81% da amostra a pedir mais transparência às empresas no que se refere à utilização dos dados que partilha online”, refere ainda Bruno Padinha.
Utilizadores céticos quanto à modernidade digital
Apesar do elevado nível de utilização, dos meios, os portugueses são céticos quanto ao grau de modernidade da economia digital, com 45% a acreditarem que Portugal está ligeiramente ou muito atrasado face a outros países desenvolvidos.
Só 32% avaliam positivamente a experiência digital na relação com o Estado e serviços públicos, destacando-se pela positiva a relação online com a Administração Tributária, avaliada positivamente por 46% da amostra inquirida.
Exigentes quanto ao que esperam das suas experiências digitais, mais de 80% dos inquiridos consideram 14 atributos distintos como importantes para uma experiência com qualidade. Segundo a EY, essa exigência obriga a uma atenção redobrada das empresas e do Estado na forma como asseguram interatividade e sofisticação na sua presença online.
Bruno Padinha defende que se estão a perder oportunidades de mercado e que deve ser criado nas organizações um sentido de urgência para acompanhar a evolução dos consumidores para uma vida online.
“Torna preocupante a perceção dos líderes de opinião em digital quanto à falta de conhecimento de muitos gestores de topo e à falta de investimento das empresas portuguesas no desenvolvimento da experiência digital dos seus clientes”, refere.
Esta preocupação foi destacada também no inquérito aos líderes de opinião em digital, que apontam a falta de investimento das empresas na experiência digital dos seus clientes, atendendo à elevada adesão dos consumidores nacionais a soluções de mobilidade.
A falta de recursos humanos é um dos problemas sublinhados pelos responsáveis em empresas, ou pessoas que ocupam cargos relacionados com a área digital. Por outro lado,
Nota da Redação: A notícia foi atualizada. Última atualização 12h03
