Os desenvolvimentos na área de dados abertos estão no Global Open Data Index
Julho 4, 2017Vício em videojogos mais perto de ser classificado como doença
Julho 4, 2017Um grupo de neurocientistas britânicos desenvolveu um videojogo móvel que tem provado ser eficiente na melhoria da memória de pacientes com demência. O processo degenerativo não é invertido, mas o grupo alega que podem ser evitadas algumas das consequências mais nefastas provocadas por esta condição médica.
De acordo com os testes, que foram já conduzidos a um pequeno grupo de doentes, a interação rotineira com esta aplicação, durante períodos superiores a um mês, aumentou a sua pontuação nos testes de memória em cerca de 40%.
A demência é uma doença que não tem cura e, em 2015, diz a Organização Mundial da Saúde, afetava 47,5 milhões de pessoas. O número, no entanto, tem tendência a aumentar à medida que a esperança média de vida cresce e torna mais velhas as populações. As consequências, porém, podem ser amenizadas com medicação e exercícios de treino mental. Os sintomas desta condição podem implicar a perda de memória, a degeneração do raciocínio lógico e comportamental e a perda de capacidade para desempenhar tarefas quotidianas.
“Esperamos dar continuidade a estas descobertas com novas investigações no campo do Alzheimer e do envelhecimento saudável”, disse, à Reuters, George Savulich, responsável máximo pelo estudo que se desenvolveu na Universidade de Cambridge.
Os especialistas consideram que os resultados são encorajadores, mas sustentam a ideia de que o jogo tem de ser testado contra outras formas de treino cerebral para que a sua superioridade face a estes métodos possa ser constatada.
“Apesar desta técnica não ser capaz de prevenir ou curar doenças que afetem a memória, como a demência, é uma forma muito promissora de melhorar os primeiros sintomas de perda de memória”, comentou Tara Spires-Jones da Universidade de Edinburgh.
