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Setembro 10, 2020A linha de portáteis Dragonfly da HP pertence à classe de computadores leves e pequenos, capazes de se perderem na mala no meio da papelada, tão fininho e leve que é. E não é para mais, este modelo foi fabricado a partir de plásticos reciclados recolhidos no oceano, mais concretamente no Haiti, usando cerca de 50% desse material na sua construção. E 82% das suas partes mecânicas foram feitas também com materiais reciclados.
É uma mensagem ecológica a ter em conta na sua avaliação, refletindo-se diretamente no seu peso: um portátil com apenas 1 quilo, que pode ser facilmente transportado debaixo do braço para qualquer lado. E além de leve, os seus materiais parecem robustos e resistentes, sendo o portátil (muito provavelmente) capaz de resistir a uma ou outra queda acidental.
Dragonfly é compacto e leve, mas robusto
Não é certamente o portátil mais poderoso do mercado atualmente, mas apresenta um desempenho eficaz para o seu segmento, sobretudo para quem procura uma solução para o trabalho, cuja prioridade seja a portabilidade. É aliás uma excelente solução para profissionais ou estudantes em constante deslocação. E para quem procura um sistema dinâmico, este conversível de 13 polegadas, transforma-se rapidamente num tablet com um ecrã de dimensões “generosas”, não só para trabalhar, como também para consumir séries no Netflix ou ver filmes durante as horas de lazer.
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O seu design é sóbrio, com linhas muito geométricas, num tom azul escuro baço característico da HP (com leve tom marinho), e um material “fosco” que permite mexer no equipamento sem deixar as horríveis impressões digitais espalhadas. Tem ainda alguns realces prateados, tais como o logotipo da marca na tampa, assim como nos frisos das dobradiças, que lhe dão um toque de classe, sem exageros, mas transparecendo a produto premium.
O ecrã LED tátil cobre uma grande área da tampa e as suas molduras minimalistas traduzem-se numa área maior de display. A qualidade de imagem é boa e nítida, garantindo uma resolução de imagem até 1080p, na versão testada. Porém sofre do mesmo mal que praticamente todos os portáteis com baixo nível de nits: em locais onde bate o sol ou muita claridade, os reflexos dificultam ver as imagens do ecrã, mesmo definindo o seu brilho ao máximo.
Na parte superior da tampa está embutido o pequeno orifício da câmara, muito discreta, e olhando à segurança, tem uma pequena patilha deslizante para tapar o “olho”, não vá o Big Brother estar na vigia…
Olhando para o Dragonfly, é quase impossível criar um portátil tão fino como este: a sua base tem a espessura praticamente da medida de uma entrada HDMI (16 mm), que está presente no equipamento, no seu lado direito. Tem ainda dois conectores USB-C, ambos podem ser usados para alimentar o computador e com suporte a Thunderbolt 3, o que permite acelerar a transferência de dados. Infelizmente não permite o carregamento através de um power bank, como já aconteceu com outras soluções. Ainda deste lado terá acesso a uma entrada jack 3,5mm para auscultadores. Do outro lado da base tem uma porta USB-A e o botão de energia.

Poderá usar o Dragonfly como tablet.
De notar ainda que certas versões, caso venha a optar, há conectividade LTE 4G, ou seja, a capacidade de ligar o portátil online através de um cartão SIM. Infelizmente não foi o caso da versão que recebemos para teste, cuja ranhura estava tapada por uma tampa. Ainda assim, mantém fisicamente as respetivas teclas dedicadas para atender e desligar chamadas, no teclado, sendo a ligação LTE uma componente que poderá configurar de fábrica, caso opte pela mesma.
Focado na segurança, o portátil tem ainda um sensor biométrico de impressões digitais na base do chassis. A fabricante optou por usar um sensor à parte do botão de energia, solução que está a ser utilizada em alguns modelos da Huawei, Lenovo e Asus, que permitem a autenticação no mesmo momento em que liga o equipamento. Ainda assim o Dragonfly tem um arranque rápido, ficando pronto a trabalhar em poucos segundos.
Tal como outros modelos da fabricante, considere a tecnologia opcional HP Sure View para proteger o ecrã de olhares curiosos alheios – esta bloqueia a imagem do ecrã em certos ângulos, garantindo que só o utilizador, de frente para o display veja. Mas pode contar com o sistema HP Sure Sense de raiz, baseado em inteligência artificial, que recorre a redes neurais e inteligência artificial para identificar traços anormais de comportamento, neutralizado automaticamente ataques de malware.
Pequeno, mas eficaz para o trabalho e diversão
No que diz respeito ao teclado, apesar de ser um portátil pequeno, escrever está longe de ser um atropelo para os dedos. As teclas estão suficientemente afastadas, considerando o seu minúsculo chassis, com o teclado a ocupar praticamente toda a sua superfície. As pequenas margens entre o teclado e a margem da base foram ocupadas inteligentemente por duas colunas da Bang & Olufsen.

O pequeno conversível vem acompanhado de uma pen.
De referir ainda que as teclas são retroiluminadas, tornando-o ideal para escrever numa sala escura, no sofá, ou durante conferências menos iluminadas. Mas importa referir que a sensação de “calcar” as teclas para escrever é muito agradável, não sendo “moles” que levam os dedos a afundar, também não são completamente rígidas: no ponto.
Ainda que não esteja à espera de que este pequenote fosse um poderio sonoro, fica presente a qualidade dos graves e nitidez do som quando é necessário ouvir música sem auscultadores. Isto porque o portátil reforça a quantidade de colunas na parte inferior da base, com mais três elementos: duas nas extremidades e uma barra central. Sem dúvida que os orifícios da tampa ajudam na circulação do ar e a manter o pequeno refrescado, assim como o largo dissipador colocado entre as dobradiças do Dragonfly.
Considerando o tamanho do chassis, construído em magnésio, foi bom observar que a HP manteve o tamanho do Trackpad a ocupar mais de um terço da largura. Diria mesmo que é maior que certos portáteis de 15 polegadas, considerando a importância do conforto necessário de mexer no ponteiro quando não se usa o rato. Aliás, é mesmo um incentivo para não ocupar uma das portas USB com o periférico ou ter de emparelhar um modelo wireless.
Anatomia da libelinha
Se chegou até aqui, certamente que já percebeu que não estamos perante um computador para gaming. É um portátil de trabalho, com um processador suficientemente eficaz para executar diferentes tarefas: um Intel Core 5 a 1,60 GHz de oitava geração. Tem 8 GB de RAM, o que já começa a ser o mínimo exigível caso necessite trabalhar em imagens. Só ter o sistema aberto no Windows são alocados quase metade da memória, e isto sem abas do Chrome abertas, que como se sabe devoram RAM. E nem sequer tem placa gráfica dedicada, ficando-se por um chip genérico da Intel, tornando-se pouco aconselhável para quem deseje trabalhar em vídeo. Ainda que possa, claro, produzir alguns pequenos clipes rápidos.

O Dragonfly tem praticamente a espessura de uma entrada HDMI.
O armazenamento para trabalhos temporários servem os 512 GB, sendo 256 GB SSD, o que torna o sistema muito rápido a executar o reboot, estando sempre pronto para trabalhar. Mas por outro lado, a sua bateria de 38 Wh não é das mais potentes, mas com uma carga pode tê-lo disponível por umas 6-7 horas sem necessidade de o alimentar, caso não execute tarefas muito exigentes. Certamente um bom companheiro para um dia de trabalho em videoconferências, escrever textos ou a projetar trabalhos.
O portátil vem acompanhado de uma caneta digital, carregada através de cabo USB-C. Esta permite aos ilustradores darem azo à sua criatividade, como também é ideal para tomar notas rápidas numa conferência de imprensa. Infelizmente o portátil não tem um encaixe próprio para a pen, usando um íman para manter a mesma “colada” na sua tampa. Embora seja eficaz para prender a caneta durante as pausas da utilização, não deverá mantê-la fixa durante o transporte, pois solta-se muito facilmente.
Caso opte por um modelo sem suporte a SIM, o pequeno portátil apresenta ainda um rápido módulo wireless Wifi 802.11ac, assim como Bluetooth 5.0 (ideal para manter uma latência baixa na utilização da pen). Mas não tem Wi-fi 6, o que começa a ser obrigatório quando se investe a médio-longo prazo.
Facilmente poderíamos considerar este HP Dragonfly Elitebook um companheiro de qualquer profissional que passe o dia em deslocações, a assistir conferências e a tomar notas, abrindo e fechando constantemente o sistema operativo, não fosse o seu preço elevado para o segmento. As versões mais baixas, como o que foi testado, encontram-se a partir de uns 1.600 euros, aumentando exponencialmente para além dos 2.000 para modelos com mais memória, armazenamento e um chip i7, com ecrã 4K.
A (ultra) portabilidade paga-se, sobretudo num pequeno modelo capaz de executar a maior dos trabalhos profissionais (exceto os que exigem o poder do GPU). Mas também as suas diferentes opções de conectividade são importantes, assim como a segurança garantida pela fabricante. Mas foi sobretudo o seu peso diminuto, compatibilidade, assim como a generosa área de ecrã para um modelo de 13 polegadas que me conquistou, já para não falar da sua simplicidade estética, mas muito agradável.
