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Agosto 28, 2023A sonda indiana Chandrayaan-3 chegou à Lua a 23 de agosto e, depois de ter enviado as primeiras imagens captadas, a missão avança agora na sua exploração do polo sul do satélite natural da Terra.
Através de uma publicação na rede social X (anteriormente conhecida por Twitter), a Organização Indiana para a Investigação Espacial (ISRO, na sigla em inglês), indica que dos três principais objetivos da missão, dois já estão cumpridos.
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Depois da aterragem bem sucedida da sonda Chandrayaan-3, o rover Pragyan já começou a avançar pela superfície lunar. De acordo com a ISRO, a 25 de agosto, o rover conseguiu descer a rampa do lander Vikram, percorrendo depois uma distância de oito metros.
Veja o rover Pragyan em ação
O rover terá também ultrapassado o seu primeiro obstáculo, uma cratera com uma profundidade de cerca de 10 centímetros, avança a imprensa local. P Veeramuthuvel, diretor da missão, explica que as operações do rover não são totalmente autónomas e que as primeiras movimentações do Pragyan ficaram marcadas por vários desafios, aos quais a equipa responsável conseguiu dar resposta.
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[photo-gallery id=”358916″ thumbnails=”358917,358918″ layout=”linear”/]O terceiro dos objetivos principais passa pela realização de experiências científicas. Segundo a ISRO, o instrumento ChaSTE (Chandra’s Surface Thermophysical Experiment), a bordo do lander Vikram, já começou a fazer as primeiras observações.
[twitter url=”https://twitter.com/isro/status/1695725102166671448″/]
O instrumento foi concebido para medir o perfil de temperatura da superfície no polo sul da Lua. O objetivo é ajudar os cientistas a perceber o comportamento térmico da superfície lunar, indica a ISRO.
O ChaSTE está equipado com uma sonda, com 10 sensores de temperatura, além de um mecanismo capaz de chegar a profundidades de 10 centímetros sob a superfície lunar. O gráfico partilhado pela ISRO mostra as variações de temperatura registadas pelo instrumento a diferentes profundidades.
Clique nas imagens para recordar a alunagem da Chandrayaan-3
[photo-gallery id=”358403″ thumbnails=”358410,358411,358412,358413,358414,358415,358416,358417,358404,358405,358418,358406,358407,358408,358409″ layout=”linear”/]Ao todo, a missão Chandrayaan-3 vai manter-se ativa na superfície lunar durante 14 dias. Recorde-se que, para a Índia, esta missão marca a segunda tentativa, desta vez bem sucedida, de chegar à Lua.
Em 2019, o país preparou-se para lançar a sonda Chandrayaan-2, mas o lançamento acabou por ser cancelado a menos de uma hora. A missão foi retomada no mesmo mês, seguindo para o Espçao a bordo do foguetão GSLV MK-III. No entanto, o lander Vikram perdeu a comunicação com a Terra a pouca distância da superfície da Lua.
[related-post id=”358881″ post_type=”post” /]Em contraste com o sucesso da missão indiana, a primeira a chegar ao polo sul da Lua, a missão Luna-25 da Rússia acabou por não chegar ao destino planeado. A par da Rússia, o Japão também quer chegar à Lua, no entanto, foi hoje cancelado o lançamento de um foguetão que transportava a sonda lunar SLIM e um novo satélite de observação espacial de raios X, chamado XRISM, devido a más condições meteorológicas.
Se conseguir aterrar na Lua, o Japão será o quinto país do mundo a fazê-lo. Os dados recolhidos pela sonda lunar SLIM serão depois usados no programa Artemis da NASA, que ambiciona levar astronautas à Lua em dezembro de 2025.
