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Dezembro 15, 2021A missão chinesa Chang’e 4, que está a investigar os mistérios do lado oculto da lua desde 2019, fez uma descoberta que está a intrigar os cientistas. Durante as suas atividades de exploração na cratera Von Kármán, na bacia de Aitken, no polo sul da Lua, o rover Yutu 2 conseguiu captar uma imagem de um curioso objeto no horizonte.
Descrito como uma espécie de “cabine alienígena”, o objeto captado pelo rover destaca-se na linha do horizonte pela sua forma estranhamente geométrica. Note-se que, devido à pixelização da própria imagem, a forma torna-se ainda mais difícil de discernir.

Imagem captada pelo rover Yutu 2 da missão Chang’e 4. créditos: Our Space/CNSA
Como indica o website chinês Our Space, afiliado à agência espacial chinesa (CNSA, na sigla em inglês, perante a descoberta, a equipa responsável pelo rover comandou-o para se dirigir até ao local para ver o que se passa. Uma vez que o objeto se encontra a uma distância de cerca de 80 metros do local onde o Yutu 2 está, estima-se que o rover demore entre dois a três meses para alcança-lo.
Os especialistas dão também a conhecer mais pormenores acerca do percurso que o Yutu 2 tem vindo a percorrer na Lua à medida que se prepara para avançar para uma nova região de interesse para a equipa de investigadores da missão.
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[photo-gallery id=”276578″ thumbnails=”276580,276581,276582″ layout=”linear”/]O objeto deixa mais dúvidas do que certezas. Porém, tal como explica Andrew Jones, correspondente da SpaceNews dedicado à cobertura do programa espacial chinês, no Twitter, há uma possibilidade do objeto ser apenas um rochedo de grandes dimensões, cuja origem pode estar relacionada com impactos anteriores.
Recorde-se que, ainda em setembro de 2019, o rover Yutu 2 também fez uma outra descoberta que deixou os investigadores intrigados. Um conjunto de imagens recolhidas revelou a existência de uma substância gelatinosa de cor estranha numa pequena cratera situada no lado mais negro da Lua.
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[photo-gallery id=”174252″ thumbnails=”174261,174262,174263,174264″ layout=”linear”/]Já em julho de 2020, uma análise mais profunda apresentou uma possível resposta à descoberta. De acordo com um estudo levado a cabo por investigadores da Chinese Academy of Sciences, a substância identificada é o resultado do derretimento de rochas devido ao impacto de meteoritos ou de erupções vulcânicas. Porém, os cientistas indicaram que as conclusões do seu estudo não eram definitivas, uma vez que a análise teve algumas limitações.
