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Outubro 25, 2021Em troca de um scan à sua íris dos olhos recebe um valor em criptomoeda, ainda por revelar, na moeda Worldcoin, assente no blockchain ethereum. E objetivo é distribuir a moeda digital pelas pessoas no mundo, gerando maior aceitação da mesma.
O projeto pode ser assustador, numa altura em que tópicos como a privacidade continuam em cima da mesa pela recolha de dados biométricos pessoais, mas o certo é que mais de 130 mil pessoas aceitaram “vender” a sua informação ocular em troca de criptomoedas. E a organização refere que tem o objetivo de chegar a mil milhões de pessoas nos próximos dois anos.
A Worldcoin distribuiu cerca de 30 equipamentos de scan à íris, que foram apelidados de “Orbs”, aos primeiros utilizadores, espalhados pelos quatro continentes. Estes são premiados por conseguir obter o registo de mais pessoas. Basicamente os olhos dos utilizadores são fotografados, criando um código único que pode ser utilizado para reclamar os respetivos valores em criptomoedas gratuitamente.
[photo-gallery id=”270761″ thumbnails=”270763,270764,270765,270766,270767,270768,270769,270770,270771,270772,270773,270774,270775,270776,270777,270778,270779,270780,270781,270782,270783,270784″ layout=”linear”/][related-post id=”245511″ post_type=”post” /]Nos próximos meses vão ser distribuídos mais algumas centenas de Orbs, numa média que podem chegar a 4.000 equipamentos por mês. Já a rede de criptomoedas deverá ser criada no início do próximo ano, altura em que os respetivos valores vão chegar às pessoas que “venderam” as suas impressões oculares.
Obviamente que a ideia já recebeu críticas, sobretudo porque os próprios criadores ainda não têm a certeza do retorno do projeto. Ainda assim, o cofundador da Worldcoin, Alex Blania, nega que o projeto possa invadir a privacidade das pessoas, e afirma que os Orbs apenas convertem as íris em sequências únicas de letras e números antes de apagar permanentemente as imagens. Esse código apenas será usado para verificar se determinada pessoa já reclamou o seu “prémio”, diz o responsável da empresa à Ars Technica. Defende ainda que, mesmo que tivesse o seu código da íris, não teria hipótese de descobrir a identidade da respetiva pessoa na blockchain.
A equipa que gere o Worldcoin levantou 25 milhões de dólares em capital de risco, incluindo investidores que defendem a distribuição universal de um valor básico, ou seja, o conceito de dar às pessoas dinheiro gratuitamente numa base regular. Nos planos da Worldcoin estão previstos gerar 10 mil milhões de tokens no total, com 80% a direcionados aos utilizadores, 10% para os investidores da empresa e outros 10% para uma fundação que ficará responsável por fabricar as Orbs e o desenvolvimento da rede.
Nos primeiros dois anos de operações, a Worldcoin espera alcançar mais de mil milhões de utilizadores, mantendo-se o ritmo de scans que estão a ser feitos. Como curiosidade, o utilizador mais produtivo no uso da Orbit é do Chile, tendo já angariado mais de 10 mil pessoas. Este chileno contratou 20 pessoas para trabalhar em turnos para manter o fluxo.
