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Setembro 8, 2021Um estudo revela agora novos detalhes acerca das atitudes dos internautas em relação à sua privacidade online. Ao todo, 73% dos inquiridos com idades entre os 16 e os 74 anos afirmam estar preocupados com a forma como é usada a informação online recolhida sobre eles. Apenas 3% dos entrevistados acreditam ter um controlo total sobre a divulgação e remoção dos seus dados online.
Os dados do relatório, que inclui três grandes estudos quantitativos realizados em diferentes países europeus, incluindo Reino Unido, França, Alemanha, Holanda e Suécia entre 2019 e 2021, dão a conhecer que 68% dos participantes se sentem céticos em relação à forma como as empresas usam os seus dados para fins de marketing.
Porém, os participantes que se sentiam mais próximos de uma marca eram mais propensos a dar permissão à mesma para lhes mostrar ofertas que considerariam mais “valiosas” baseadas em informação mais detalhada.
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Os especialistas detalham que existe uma dicotomia nas atitudes dos inquiridos, descrita como uma espécie fosso entre dizer e fazer. Por um lado, 80% dos entrevistados disseram estar preocupados com o potencial uso indevido da sua informação pessoal.
Por outro, 93% também concordariam em fornecer às empresas dados que poderiam ser considerados sensíveis, como nome, morada, informações de contato ou detalhes do agregado familiar, em troca de um determinado serviço.
O relatório, encomendado pela Google à Ipsos, dá também a conhecer detalhes sobre a relação dos participantes com o mundo da publicidade online. Nove em cada 10 adultos afirmam ser mais propensos a comprar com marcas que disponibilizam ofertas e recomendações relevantes para eles.
Os entrevistados mostravam também uma possibilidade três vezes maior de responder positivamente à publicidade quando sentiam um maior de controlo sobre como seus dados estavam a ser usados.
Passando do mundo dos consumidores para o das empresas, o relatório da Ipsos sublinha que as marcas que não dão à privacidade a atenção que merece correm o risco de perder a confiança e o respeito dos seus clientes. Em linha com as conclusões do relatório, Matt Brittin, presidente de negócios e operações do Google na EMEA, enfatiza que “a privacidade já não é algo que é bom ter: para os clientes é essencial”.
“Não há futuro para a publicidade digital sem privacidade. É vital que as marcas e os líderes se adaptem a este cenário em evolução, investindo numa melhor medição de ponta a ponta, criando uma troca de valor clara e bidirecional em torno dos dados primários e abraçando novas competências e parcerias”, afirma o responsável.
