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Outubro 7, 2020Em outubro há mais motivos para observar o céu noturno. Depois das chuvas de Aquáridas e Perseidas terem marcado o mês de agosto, chega a vez do “espetáculo” das Dracónidas e das Oriónidas.
O Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) explica que o ponto alto da atividade da chuva de meteoros das Dracónidas, que está associada ao cometa Giacobini-Zinner, acontece pelas 13h30 de 8 de outubro, dois dias antes da mudança da fase da Lua para Quarto Minguante.
Uma vez que o seu período de atividade é muito curto, a chuva de “estrelas” será visível até ao próximo dia 10 de outubro, com uma média de 10 meteoros por hora.

créditos: OAL
Já as Oriónidas vão ter um seu ponto máximo de atividade no dia 21, podendo ser observadas nos céus noturnos até 7 de novembro. Recorde-se esta chuva de meteoros resulta dos detritos largados pelo cometa Halley, que passou a última vez pela Terra em 1986.
O OAL indica que tanto as Dracónidas como as Oriónidas são chuvas de fraca intensidade, assim, para as observar, deverá procurar um horizonte desimpedido e evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades.
Além do “espetáculo” das Dracónidas e das Oriónidas, o OAL detalha que ao longo do mês de outubro será possível observar vários planetas a olho nu.
[photo-gallery id=”218905″ thumbnails=”218906,218907,218908,218909,218910″ layout=”linear”/]Até ao dia 16, Mercúrio será visível ao anoitecer, na direção sudeste, na constelação de Virgem, passando depois para a de Balança. Já a partir do dia 29, o planeta regressa à sua posição na primeira constelação. Ao amanhecer, é possível encontra-lo na direção Sudeste.
Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Leão, movendo-se depois para a constelação de Virgem. Os observadores do céu noturno poderão encontrar Marte na constelação de Peixes, assim como Júpiter e Saturno na de Sagitário, seguindo a direção Sul.
Já Urano estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Ambos os planetas têm de ser observados com telescópio, uma vez que nunca são visíveis a olho nu.
