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Fevereiro 13, 2025De acordo com dados de transações com cartões de crédito e débito analisados pela agência de notícias Bloomberg, as vendas da Shein nos EUA caíram entre 16% e 41%, nos cinco dias após a entrada em vigor da medida, no dia 05 de fevereiro, enquanto as vendas da Temu caíram até 32% no mesmo período.
A redução começou um dia depois de Trump ter anunciado o fim da isenção de taxas alfandegárias para as encomendas oriundas da China. Esta isenção foi alvo de escrutínio nos últimos anos devido à explosão do comércio eletrónico chinês, com empresas como a AliExpress, propriedade da Alibaba, e as já mencionadas Temu e Shein.
A ordem de Trump ainda não foi aplicada, mas os compradores optaram por não correr o risco de serem sujeitos a taxas adicionais sobre as suas compras, notou a Bloomberg, que também citou outros fatores como a sazonalidade, a concorrência no mercado ou as mudanças no ambiente macroeconómico.
Em resposta, a Temu lançou medidas de apoio aos vendedores chineses, através da abertura de armazéns nos Estados Unidos, para lhes permitir enviar produtos a partir do país e evitar taxas cobradas sobre a importação, enquanto a Shein abriu armazéns de distribuição e cadeias de abastecimento nos Estados Unidos.
A Shein está também a pedir a alguns dos seus principais fornecedores que abram linhas de produção no Vietname, visando contornar as taxas, e a Temu está também a renunciar a algum controlo sobre a sua cadeia de abastecimento.
De acordo com estimativas do banco de investimento japonês Nomura, o valor dos pacotes enviados por empresas chinesas como a Temu ou a Shein para os EUA no ano passado ascendeu a 46 mil milhões de dólares (44 mil milhões de euros).
O banco prevê que a medida de Trump poderá traduzir-se numa redução de 60% nos envios de pequenas encomendas da China para os EUA e numa redução de 0,2% na taxa de crescimento do PIB do país asiático este ano.
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Além dos EUA, a Europa também anunciou que quer “apertar o cerco” a encomendas de baixo valor, com origem em plataformas como a Temu e a Shein, que entram na UE, propondo novas regras conjuntas que permitam mitigar as preocupações crescentes sobre o tema dos produtos ilícitos, contrafeitos ou que não sejam seguros e não cumpridoras das leis europeias.
As medidas propostas pela Comissão Europeia passam por uma reforma alfandegária, removendo as exceções aplicadas a encomendas com valores abaixo dos 150 euros e reforçando a capacidade de controlo, partilha de dados e avaliação de riscos.
Estão também previstas ações de incentivo do uso das ferramentas digitais, em particular daquelas que usam IA, para supervisionar o comércio eletrónico e detetar produtos que despespeitem as regras, assim como o lançamento de campanhas de sensibilização dos consumidores.
