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Março 10, 2025A NASA deu mais um passo na revolução da tecnologia de impressão 3D ao criar motores de foguetão maiores e mais eficientes. Este avanço foi liderado pelo projeto RAMPT – Rapid Analysis and Manufacturing Propulsion Technology, iniciado em 2017, que tem como objetivo desenvolver peças grandes e complexas para motores espaciais utilizando a impressão 3D.
O engenheiro principal do projeto, Paul Gradl, do Centro Espacial Marshall, destacou os desafios e as oportunidades que a tecnologia representa.
“Motores de foguetão são difíceis de desenvolver e exigem muitos recursos. Ao acelerarmos os processos de design e fabrico, conseguimos melhorar o desempenho e reduzir custos. Além disso, tecnologias criadas para ambientes extremos, como no espaço, podem ser aplicadas em situações menos exigentes na Terra”, explicou.
Um dos grandes marcos do RAMPT foi a criação de uma câmara de combustão feita de uma liga de cobre desenvolvida pela NASA, combinada com um bocal de ferro-níquel, ambos reforçados com fibra de carbono.
Usando uma técnica inovadora chamada deposição de energia dirigida por laser em pó, a agência espacial norte-americana conseguiu imprimir um bocal de quase dois metros de altura, com paredes finas repletas de canais de refrigeração, um desafio técnico significativo.
Os resultados são impressionantes: o peso da câmara foi reduzido em cerca de 40%, e o tempo e os custos de produção caíram mais de dois terços. Além disso, uma versão reduzida do bocal passou por mais de 200 testes de disparo, provando a sua reutilização. Este desenvolvimento foi reconhecido com o prémio Invenção do Ano de 2024 da NASA.
O impacto vai além da exploração espacial. A parceria com a empresa RPM Innovations permitiu criar bocais ainda mais leves com ligas de alumínio e ajudou a empresa a refinar a impressão de peças para uso em várias indústrias, como energia e mineração.
Além disso, a NASA está a construir uma base de dados pública com informações sobre os materiais impressos em 3D, beneficiando diversos sectores. O trabalho não só valida as tecnologias como abre portas para a sua adoção em aplicações industriais, explica a agência espacial.
