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Novembro 5, 2024Passavam 29 minutos das duas horas da madrugada desta terça-feira em Lisboa quando a nave Dragon, da SpaceX, “arrancou” do Centro Espacial Kennedy, na Florida, “empurrada” por um foguetão Falcon 9.
Veja as imagens do lançamento até à recuperação do primeiro estágio do foguetão
[photo-gallery id=”400754″ thumbnails=”400755,400756,400757,400758,400759,400760,400761,400762,400763,400764,400765,400766,400767,400768,400769,400770,400771,400772,400773,400774,400775,400776,400777,400778,400779,400780,400781,400782,400783,400784,400785,400786,400787,400788,400789,400790,400791,400792,400793,400794″ layout=”linear”/]A bordo leva mais de 2.700 kg de carga, de suplementos a equipamentos e experiências científicas, destinada à Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês).
Entre as várias experiências, destaca-se a GLOSS – Gamma-ray Laue Optics and Solid State detectors, por ser liderada pelo português Rui Curado Silva, com a colaboração de Jorge Maia. Mais especificamente, a experiência visa testar sensores para telescópios destinados a captar imagens do céu nas bandas dos raios X e dos raios gama – próprias da astrofísica de altas energias.
Após um ano de exposição a radiação e a ciclos extremos de variação de temperatura na plataforma Bartolomeo, os sensores vão ser devolvidos a Coimbra, onde será avaliado o nível de degradação operacional e comparadas as suas prestações com as prestações dos sensores antes do envio para o espaço.
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A partir da análise, a equipa poderá então validar ou não estes sensores para serem integrados nos futuros telescópios espaciais para astrofísica de altas energias, bem como perceber como será possível otimizá-los.
O trabalho permite contribuir para desenvolver instrumentação para astrofísica de altas energias e por conseguinte a sensibilidade de observação, que poderá ter impactos importantes na compreensão da física das recém-descobertas ondas gravitacionais, que são medidas em instalações terrestres em simultâneo com fortes explosões de raios gama que são medidas no espaço por telescópios espaciais.
Além desta investigação portuguesa, a missão transporta também outras experiências, nomeadamente para a a NASA, que estudam desde os efeitos da radiação cósmica em musgos antárticos até ao comportamento de soldaduras em condições espaciais.
A nave Dragon em questão tem acoplagem automática ao módulo Harmony da ISS prevista para as 15h15 de Lisboa, nesta terça-feira, e permanecerá na ISS até dezembro, altura em que regressará à Terra com os resultados de algumas das investigações e outros materiais.
