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Abril 26, 2024O Solar Dynamics Observatory (SDO) da NASA captou imagens de uma rara erupção solar quádrupla. Registadas a 23 de abril, três manchas solares e um grande filamento magnético explodiram quase ao mesmo tempo. O fenómeno pode originar uma tempestade geomagnética de classe G1.
Embora os locais da explosão estivessem separados por centenas de milhares de quilómetros, a área entre eles cobria cerca de um terço da superfície solar virada para a Terra na altura, havendo o risco de os detritos causados pelas erupções virem a interferir com o campo magnético da Terra, segundo o site Spaceweather.com.
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Este tipo de evento é raro. Chamado de “explosões solares simpáticas” ocorre quando pelo menos duas áreas ativas distantes do Sol entram em erupção quase simultaneamente.
Estudos mostram que algumas manchas solares estão ligadas magneticamente, o que pode causar uma reação em cadeia. Esta erupção foi particularmente notável por envolver um quarteto de regiões ativas, sendo descrita como “supersimpática”. O poder combinado da explosão é por isso considerado “preocupante”.

Gif de erupção solar supersimpática
Esta é pelo menos a terceira erupção deste tipo que vimos este ano, embora tenham tendência a ocorrer com mais frequência em torno do máximo solar, que deverá ser atingido muito em breve.
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Recentemente, foi também identificada uma das maiores e mais densamente povoadas regiões de manchas solares detetada na parte mais próxima do Sol em relação à Terra na última década e por isso leva o nome de “arquipélago”.
“Embora não esteja claro se os destroços atingirão a Terra, imagens mostram várias ejeções de massa coronal (EMCs) saindo do Sol, com a possibilidade de uma delas, um grande EMC, atingir o nosso planeta provavelmente a 26 de abril, desencadeando potencialmente uma tempestade geomagnética de classe G1”, pode ler-se no Spaceweather.com.
Caso os detritos de uma das explosões atinjam a Terra, é possível que levam a apagões de rádio e GPS em todo o mundo, criando uma pequena janela de tempo de inatividade para estes serviços importantes.
Pela positiva, poderão desencadear belas e vibrantes auroras perto dos polos magnéticos da Terra. Enquanto não há registos novos, veja na galeria as belíssimas imagens destacadas no Northern Lights Photographer of the Year 2023.
[photo-gallery id=”371751″ thumbnails=”371753,371754,371755,371756,371757,371758,371759,371760,371761,371762,371763,371764,371765,371766,371767,371768,371769,371770,371771,371772,371773,371774,371775,371776,371777″ layout=”linear”/]Em mais um pico de atividade, o Sol está a ser “varrido” por tempestades, ventos e ejeções de massa coronal capazes de levar as sempre deslumbrantes auroras boreais a partes do mundo menos prováveis.
