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Novembro 11, 2022A tomada de pose da liderança do Twitter tem sido tudo menos pacífica para Elon Musk. As suas decisões para aumentar as receitas da rede social têm causado controvérsia, tais como a subscrição para tornar uma conta verificada, o que tem levado muitos utilizadores a sair da plataforma, incluindo influencers e figuras públicas. Mas a situação parece um “barril de pólvora” no interior da empresa, com despedimentos em massa, o pedido de regresso de funcionários, mas agora executivos decidiram abandonar aquele que parece ser um navio a naufragar.
Segundo avança a Reuters, Yoel Roth, o responsável por monitorizar a equipa de combate ao discurso de ódio, desinformação e spam do serviço despediu-se esta quinta-feira. Embora o anúncio não tenha sido oficial, mas sim com base de pessoas ligadas ao assunto, o próprio já atualizou a sua página de perfil do Twitter, referindo ser o ex-diretor de Trust & Safety da plataforma. Por outro lado, Lea Kissner, líder da segurança de informação da plataforma, revelou mesmo na sua conta a decisão de abandonar a empresa agora liderada por Elon Musk.
[twitter url=”https://twitter.com/LeaKissner/status/1590706305102381058″/]
Também no vagão das saídas encontram-se o diretor de Privacidade, Damien Kieran e a responsável pelo Compliance, Marianne Fogarty, que também apresentaram a carta de demissão a Elon Musk. Houve rumores de que Robin Wheeler, a executiva responsável pela área de venda de publicidade também tinha saído da empresa, mas a própria confirmou permanecer na empresa.
A saída dos executivos, sobretudo os ligados à área de privacidade e compliance, já levantou preocupações ao regulador FTC, considerando que a empresa possa estar a violar o cumprimento das leis. O próprio advogado de Elon Musk, Alex Spiro, garantiu que a rede social continua a cumprir com as suas obrigações.
Recorde os memes sobre a compra do Twitter por Elon Musk:
[photo-gallery id=”296329″ thumbnails=”296330,296331,296332,296333,296334,296335,296336,296337,296338,296339,296340,296341″ layout=”linear”/]No meio da revolução interna da direção da empresa, lembrando que Elon Musk despediu toda a direção mal tomou posse, o próprio já deixou o alerta de que o Twitter pode enfrentar um problema de bancarrota. O anúncio foi feito na sua primeira reunião coletiva da empresa desde que assumiu o cargo de liderança, referindo que não se podia colocar de lado a possibilidade de falência.
Num email enviado a todos os colaboradores da empresa, Elon Musk disse que o Twitter poderia não ter condições de sobreviver os próximos meses de incerteza económica, caso falhasse em aumentar as receitas das subscrições. Foi ainda referido que o magnata terá avisado que a empresa poderia perder milhares de milhões de dólares no próximo ano. Quando o próprio tomou posse, afirmou que a empresa começou a perder mais de 4 milhões de dólares por dia, alegadamente por muitos investidores de publicidade terem abandonado a plataforma.
Nas contas avançadas pela Reuters, quando o negócio de compra do Twitter foi fechado, a empresa tinha uma dívida de 13 mil milhões de dólares. E pagamentos na ordem dos 1,2 mil milhões de dólares nos próximos 12 meses, ultrapassando o cash flow calculado em 1,1 mil milhões, em números de junho.
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De recordar que Elon Musk tem vindo a tomar ações para aumentar rapidamente as receitas do Twitter, incluindo a polémica subscrição do Twitter Blue por 8 dólares mensais, que inclui agora a verificação da conta.
Outra polémica desta semana diz respeito à obrigação dos empregados do Twitter regressarem à empresa para cumprirem as suas 40 horas semanais, passando a ser proibido o trabalho remoto. Regime que está em linha com o imposto nas outras empresas de Elon Musk, a Tesla e a SpaceX.
