Outsourcing de impressão marca tendência entre empresas portuguesas
Abril 8, 2011Lei das Normas Abertas gera expectativas positivas mas também cautela
Abril 8, 2011Defendendo os interesses das empresas de software open source, Gustavo Homem, presidente da ESOP (Associação de empresas de Software Open Source Portuguesas) acredita que a forma como se fazem aquisições na Administração Pública terá de mudar para assegurar interfaces abertos, e melhor interoperabilidade.
Mesmo assim Gustavo Homem admite que a forma como a Lei será aplicada na prática é decisiva para o sucesso, e defende que a AMA (Agência para a Modernização Administrativa) terá um papel fundamental.
TeK: Qual o impacto que se pode esperar desta nova Lei das Normas Abertas?
Acredita que pode mudar a forma como se fazem aquisições e a preocupação
com a interoperabilidade no Estado e na Administração Pública, contagiando
também o resto do mercado?
Gustavo Homem: De acordo com o texto da Lei, a forma como se fazem aquisições terá que mudar no sentido de assegurar interfaces abertos, e portanto melhor interoperabilidade. O mercado privado sai a ganhar se aderir à mesma lógica porque as Normas Abertas impedem o vendor lock-in, mas não especularemos sobre o grau contágio no imediato porque não é uma ciência exacta.
TeK: Parece-lhe que as medidas definidas deveriam ter ido mais longe ou estão na medida certa?
Gustavo Homem: Não há Leis perfeitas. É sempre possível apontar melhorias. Mas o texto é bastante claro e abrangente. E acima de tudo representa um grande consenso dos partidos.
Claro que a aplicação prática da Lei, a ser definida pela AMA, será agora o
factor decisivo.
TeK: Qual é a posição da ESOP nesta matéria?
Gustavo Homem:
A nossa posição é a que se conhece. Somos a favor da adopção das Normas
Abertas e estamos satisfeitos com o consenso que se gerou após reflexão e
discussão da matéria.
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