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Janeiro 25, 2021Desde que foi revelada ao mundo em 2016, a robot humanoide Sophia tornou-se numa sensação no mundo da robótica, chegando até a ser uma das figuras de destaque nas edições de 2017, mesmo antes de ganhar cidadania na Arábia Saudita, e 2018 do Web Summit em Lisboa. Mas, além de participar em eventos e até em algumas campanhas publicitárias, a Sophia pode ganhar uma nova “profissão”.
A Hanson Robotics, a empresa que a desenvolveu, quer pôr os seus robots humanoides, com quatro modelos que incluem a Sophia e a Grace, um novo autómato desenvolvido para o setor da Saúde, a ajudar na luta contra a pandemia de COVID-19 e pretende começar a produzi-los em massa até ao final do ano.
Em entrevista à Reuters, diretamente do laboratório da empresa, o CEO David Hanson explica que, com a pandemia, o mundo vai precisar cada vez mais de assistentes robóticos que ajudem as pessoas a manterem-se seguras. O responsável detalha que os usos dos robots produzidos pela empresa vão além da área da Saúde, podendo ser úteis no comércio ou como assistentes de bordo para companhias aéreas.
[photo-gallery id=”232314″ thumbnails=”232315,232316,232317,232318,232319″ layout=”linear”/]Já Johan Hoorn, professor de robótica que trabalhou também com a Sophia, indica que, embora a tecnologia ainda esteja numa fase relativamente inicial, a crise de saúde pública poderá acelerar o seu desenvolvimento e impulsionar a relação entre humanos e robots.
O que pensa a Sophia do seu novo trabalho? “Os robots sociais como eu podem ajudar a tomar conta das pessoas que estão doentes ou idosos”, afirma a humanoide, acrescentando que pode desempenhar um papel relevante a nível de comunicação “mesmo em situações difíceis”.
Embora a pandemia esteja a ter um profundo impacto negativo em inúmeros setores da sociedade, em busca de formas de reduzir o contacto entre pessoas e ajudar os profissionais, o mundo da robótica apresenta um desenvolvimento quase sem precedentes. Um editorial publicado no ano passado na revista científica Science Robotics revela que a crise poderá ser mesmo um ponto de viragem na forma como os autómatos são desenvolvidos e utilizados.
Desde os drones usados pelas autoridades na Europa, aos autómatos em hospitais, lares de idosos e até mesmo supermercados um pouco por todo o mundo: os robots estão a ser usados na luta contra a pandemia de COVID-19.
[photo-gallery id=”194882″ thumbnails=”194886,194887,194888,194889,194890,194891,194892,194893,194894,194895,194896,194897,194898,194899,194900″ layout=”linear”/]Até a estrela “canídea” robótica da Boston Dynamics ganhou uma nova “profissão” a patrulhar os parques em Singapura, transmitindo mensagens através dos seus altifalantes para informar os transeuntes das regras de distanciamento social que devem seguir. Mas não é tudo: o MIT também equipou um Spot com vários sensores para medir os sinais vitais dos pacientes.
Na China, outrora o epicentro da pandemia, os robots também foram frequentemente utilizados para ajudar a travar a disseminação da doença e a realizar funções que, devido ao elevado nível de proximidade com outras pessoas, se tornaram demasiado arriscadas para certas profissões.
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