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Julho 16, 2020O teste massivo da aplicação, que começa esta semana, não vai ainda ter a componente de integração com os sistemas médicos. Em entrevista à TSF, José Manuel Mendonça, presidente do INESC TEC, explicou em detalhe o funcionamento da aplicação e os passos que ainda têm de ser dados até que a app esteja disponível para download, o que espera que possa acontecer até ao final do mês.
Nos últimos meses a equipa de desenvolvimento do INESC TEC trabalhou com os parceiros do projeto, com o Governo e com a Google e a Apple para desenvolverem a app STAYAWAY COVID, uma aplicação de rastreamento de contactos que deverá permitir identificar cadeias de transmissão do novo coronavirus. A app instalada nos smartphones vai recolhendo informação anonimizada de outros telemóveis próximos, em contactos considerados de risco que correspondem a uma distância inferior a 2 metros durante 30 minutos, e se uma dessas pessoas for testada positivo à COVID vai receber um alerta para fazer o teste.
A app STAYAWAY COVID devia ter estado pronta em final de maio, depois junho, mas a aplicação que pretende ajudar a quebrar cadeias de contágio da COVID-19 tem enfrentado algumas questões que vão além do desenvolvimento da aplicação, como a integração com os sistemas de saúde, a instalação dos servidores seguros, a aprovação da proteção de dados e até a autorização legislativa que deverá ser aprovada hoje pelo Conselho de Ministros.
[related-post id=”199303″ post_type=”post” /]No início da semana, Rui Oliveira, do INESC TEC, que está a liderar o consórcio que está a desenvolver a app STAYAWAY COVID afirmava que “não será por questões técnicas que a app não estará pronta ainda em julho. Depois estará nas mãos da ministra”
Este teste que arranca amanhã tem como objetivo perceber o comportamento do sistema perante uma utilização massiva de utilizadores e ainda não vai envolver a integração com os médicos, nem avisos de situações reais de contágio com COVID-19. José Manuel Mendonça sublinhou que por enquanto é um teste técnico.
Já se sabia também que, para já, a app só ainda está aprovada pela Google, mas a validação da Apple deverá acontecer em breve, como afirma o presidente do INESC TEC.
Estas são as primeiras imagens da app, fornecidas ao SAPO TEK pelo INESC TEC
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Autorizações em falta para a app STAYAWAY COVID avançar
A CNPD avaliou o relatório de avaliação de impacto sobre a proteção de dados e diz que ainda há elementos que precisam de maior detalhe. Mas há ainda mais passos a garantir antes de lançar a app, que deverá ser a aplicação “oficial” de rastreamento de contactos em Portugal.
A legislação que define os procedimentos técnicos tem de ser aprovada e deverá ir hoje a Conselho de Ministros. É ainda necessário que o servidor que ficará instalado nos Serviços Partilhados do Ministério de Saúde seja integrado com o sistema de autenticação utilizado pelos médicos, de forma a garantir que a informação fica sob reserva. Um segundo servidor já está instalado na Imprensa Nacional Casa da Moeda, uma máquina “de alta segurança, ISO-27001″.
[related-post id=”205444″ post_type=”post” /]Recorde-se que a integração com a validação de pessoal médico é importante para garantir que os casos identificados como positivos à COVID-19 são reais e não falsos positivos.
Estão ainda em falta testes de integração, escalabilidade, disponibilidade e segurança, bem como a interoperabilidade entre a STAYAWAY e a rede eHealth Network, partilhada por países europeus.
Só depois de todos estes passos cumpridos pode ser marcado o lançamento oficial da aplicação.
A nível mundial já existem várias aplicações de rastreamento de contactos em funcionamento, embora nem todas baseadas nas API da Google e da Apple que são usadas na STAYAWAY COVID. Também na Europa a Alemanha, a Suiça e a Itália estão a disponibilizar aplicações.
A Amnistia Internacional fez uma avaliação a 11 apps de rastreamento de contactos e identificou vários riscos para a privacidade e segurança. Embora não tenha sido avaliada pelos laboratórios da organização, a app portuguesa foi considerada no grupo das menos perigosas por usar as APIs da Google e Apple.
