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Fevereiro 10, 2020A Solar Orbiter, a sonda da ESA que terá como missão captar as primeiras imagens dos polos do Sol, já partiu para o espaço. O satélite que leva tecnologia das portuguesas Critical Software, Active Space Technologies e da Deimos Engenharia a bordo foi lançado com sucesso a partir da base de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, seguindo à “boleia” do foguetão Atlas V da NASA.
[photo-gallery id=”188691″ thumbnails=”188695,188693,188692,188694,188700,188701,188702,188703,188696,188697,188698″ layout=”linear”/]A Critical Software desenvolveu vários sistemas de software para a Solar Orbiter, incluindo programas centrais de comando e controlo, de deteção e recuperação de falhas e de gestão de comportamento térmico. A Active Space Technologies produziu componentes em titânio para o braço de suporte e orientação da antena de comunicação da sonda com a Terra e para os canais para a passagem de luz que atravessam o escudo térmico do aparelho.
[related-post id=”183342″ post_type=”post” /]Já a Deimos Engenharia, a qual ajudou também a desenvolver a componente científica do Cheops, o satélite da ESA que pretende medir os planetas fora do sistema solar, trabalhou na definição e implementação da estratégia para testar os sistemas de voo do equipamento.
A sonda da ESA está preparada para enfrentar temperaturas de 500º C e leva consigo 10 instrumentos científicos que a ajudarão a determinar a intensidade da radiação e das partículas lançadas pelo Sol, observando os eventos que possam influenciar ou afetar o que se passa no nosso planeta.

créditos: ESA
De acordo com a ESA, a Solar Orbiter será a primeira sonda europeia a entrar na órbita de Mercúrio, sendo que estará a 42 milhões de quilómetros do Sol na sua maior aproximação. A combinação de instrumentos científicos que traz a bordo permitirá recolher mais informação acerca da atividade e dos ciclos solares.
[related-post id=”182178″ post_type=”post” /]A Solar Orbiter vai trabalhar em conjunto com a sonda Parker da NASA, em órbita desde agosto de 2018. O equipamento já reuniu uma quantidade considerável de dados acerca dos anéis de poeira, dos campos magnéticos e dos ventos solares e algumas das informações recolhidas estiveram na base de quatro estudos científicos publicados na revista Nature.
