Cisco paga 8,6 milhões de dólares por caso de cibersegurança de sistema de vídeo vigilância
Agosto 1, 2019Adaptador para auriculares da Samsung confirma ausência da entrada de 3,5mm no Note 10
Agosto 2, 2019Por Miguel Garcia (*)
Com cada vez maior evidência, o mercado tecnológico tem assistido a um dinamismo alucinante, traduzido em constantes entradas e saídas de players, lançamentos e recuos, sucessos e fracassos, principalmente em empresas que são o próprio produto.
Detetar o momento certo para desenvolver e lançar novos produtos e soluções é fundamental para a sobrevivência e sucesso no mercado. Tudo terá uma fase de criação, de crescimento, de maturidade e, por fim, de declínio, e a duração destas fases só se conseguirá determinar avaliando regularmente o contexto. Avaliar o estado do produto, mas também os avanços tecnológicos, é fundamental para gerir o seu tempo de vida.
As empresas que conseguirem analisar melhor estas questões estarão, com certeza, um passo à frente num cenário que é de grande competitividade. Tomar, portanto, decisões conscientes, sem “lançamentos de cabeça”, é muito importante para as tecnológicas.
Algumas ferramentas permitem fornecer uma perspetiva imparcial do contexto tecnológico, identificar tendências técnicas e reconhecer tecnologias que precisam de ser eliminadas ou de tempo para amadurecer. Assim, é possível perceber que práticas e tecnologias de ponta se devem manter ou adotar; consegue-se aceder a tecnologia promissora e à qual vale a pena prestar atenção; assim como “deixar cair” tecnologias e práticas que já estão ultrapassadas, que não têm apoio da comunidade, ou que simplesmente não estão maduras o suficiente ou não atingiram todo o seu potencial.
Na XING, por exemplo, utilizamos o “Tech Radar” como forma crítica de olhar para o mercado e para o posicionamento tecnológico da empresa, mas todas as ferramentas que possam ajudar uma organização a manter-se na vanguarda tecnológica, sem correr riscos desnecessários, são muito importantes.
Para além da definição de métodos e técnicas, é fundamental envolver toda a equipa nestas estratégias, de modo a que todos estejam comprometidos com a projeção do horizonte tecnológico da empresa, participando no processo de avaliação e definição das ferramentas e formas de trabalhar.
Há várias vantagens associadas à implementação destes processos. Uma delas passa pela capacidade de gerir a tecnologia de uma forma muito mais estruturada, proativa e metódica. Obter uma perspetiva crítica e imparcial do mercado externo e manter a tecnologia e os métodos de trabalho atualizados são outros dos benefícios.
Não posso deixar também de referir o papel principal que a tecnologia tem ganho na atração e retenção de talento. Cada vez mais, vivemos uma “guerra” pelo talento – especialmente no setor das Tecnologias de Informação –, em que as empresas se tornam tão mais atrativas quanto mais atrativas forem as suas ferramentas de trabalho. Os profissionais desmotivam-se ao trabalhar em tecnologias obsoletas, assim como se desgastam a trabalhar em locais onde todas as semanas a tecnologia mude. Querem estabilidade, mas inovação. Se uma empresa quer ter os melhores na equipa, tem de trabalhar nas melhores tecnologias, e as ferramentas de avaliação do contexto tecnológico são fundamentais para esta estruturação e para não perder valor face à concorrência.
No fim de tudo, garantidamente serão tomadas decisões mais sábias – sem precipitações e sem “perder o comboio” – e poder-se-á corresponder à expectativa dos profissionais de alto nível, que se sentirão atraídos pela possibilidade de trabalhar em empresas que privilegiam – e sempre privilegiarão – tecnologia de ponta.
(*) General Manager da XING Portugal
