7 em cada 10 portugueses usam internet móvel. Muito por causa dos smartphones
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Novembro 16, 2018Quais são as razões que levam a querer substituir o PC por um smartphone? Podemos listar várias, desde questões práticas motivadas pelos momentos em que não temos o portátil disponível até à cada vez mais normal decisão de dispensar por completo o computador em casa, dada a falta de uso ou uma utilização tão ligeira que dispensa esse equipamento.
Neste caso, contudo, há uma especificação importante: estamos a referir-nos a substituir o computador de uma forma bastante evidente. Não em termos de utilização e necessidade de cumprir determinada tarefa final, mas sim no processo físico de ligar o terminal móvel a um ecrã externo – um monitor ou um televisor, na maior parte das vezes. E em alta definição, de preferência.
Por outro lado, se os métodos que existem permitirem usar um dispositivo que faz com que o smartphone assuma as funções e “formatos” de um computador portátil, tanto melhor. O objetivo, no fundo, passa por conseguirmos fazer com o telemóvel aquilo que normalmente fazemos com o computador.
O que mais faz é ver filmes, fotos e ir à Web? Esta é normalmente uma missão fácil para o seu terminal móvel. Trabalha essencialmente com o editor de texto e folhas de cálculo? A substituição ser mais difícil, neste caso, mas bastante possível de concretizar. Jogos? Dependendo do smartphone e do título em causa, não terá problemas.
Mas se a edição de vídeo em 4K, e outras tarefas profissionais mais complexas, fazem parte do seu dia, a solução é mais complexa. Em certos casos, a substituição do PC pelo smartphone pode mesmo ser impraticável e colocará em risco a eficácia dos resultados. Mas pode sempre experimentar pelo menos um dos métodos que temos na galeria abaixo.
[photo-gallery id=”146822″ thumbnails=”146823,146824,146825,146826″ layout=”linear”/]Como decerto notou, há uma diferença muito grande no que desejamos fazer, derivada da complexidade das tarefas a desempenhar. Enviar conteúdos multimédia de forma otimizada ou simplesmente espelhando o ecrã do terminal móvel no ecrã “maior” é relativamente fácil e linear; ter um ambiente de trabalho típico do PC com base nestas soluções, contudo, é mais complexo (e caro) de alcançar.
Mas, para que a substituição ocorra com relativo sucesso há dois aspectos que têm sempre de ser salvaguardados, além de ligações, adaptadores ou gadgets que estabelecem a relação direta com um ecrã (e para ir mais longe do que a mera reprodução de ficheiros multimédia).
Estamos a falar de um sistema operativo, programa ou interface que assuma o aspeto visual e funcionalidade do que vemos normalmente num computador; e de componentes razoavelmente rápidos e poderosos no interior do terminal móvel.
Aliás, se reparar bem e se for um utilizador intenso e exigente do smartphone e se tiver um equipamento de topo de gama, provavelmente irá constatar que este tem mais memória RAM do que o PC desktop que tem no escritório. E o processador também pode ser mais célere… Se assim for, é provável que consiga executar com o dispositivo móvel as mesmas tarefas que cumpre com o computador. Mas cada caso é um caso.
Acessórios importantes
Aqui, a ligação Bluetooth assume uma importância fundamental. E também as portas físicas – USB, HDMI, etc – que o gadget em causa possa disponibilizar. Nestes casos, a questão é simples: basta ligar o cabo certo e já está, depressa estamos a usar um rato e um teclado.
Mas quando o smartphone está sozinho na ligação ao ecrã externo, o processo tem de ser outro. Dispensando fios, nada nos impede de fazer o emparelhamento entre o terminal móvel e os periféricos compatíveis que quisermos. Ou seja, podemos imaginar um cenário em que temos o smartphone ligado a um adaptador como o que referimos na galeria acima, por exemplo, e acompanhado de um trio Bluetooth composto por rato, teclado e auscultadores.
Fica somente a falar uma forma de garantir a alimentação do terminal móvel, caso recorra um simples cabo de ligação ao ecrã externo, e uma interface de software capaz de adaptar-se ao que pretende fazer com base neste processo. De um modo ou de outro, as soluções que listamos mais acima têm a sua utilidade e interesse.
Vale a pena experimentar, principalmente se tem um smartphone topo de gama (bem equipado a nível de hardware) e dá um uso muito “ligeiro” ao seu computador já com uns aninhos.
